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Dicas

Encontre neste Guia tudo que você precisa saber sobre Economia de Água em Condomínios.

Que a água é um bem precioso todos sabemos, assim como já é de conhecimento geral que, se não usarmos com consciência, ela vai acabar. Cuidar do ambiente já não é mais papo de ativistas radicais, é um tema presente no dia-a-dia das pessoas.

E é justamente na rotina que está segredo. Condomínios, sejam grandes ou pequenos, consomem muita água, mas não precisam ser vilões. Esse consumo pode ser feito de maneira inteligente, economizando e evitando o desperdício com medidas simples.

É papel do síndico ou administrador também conscientizar os moradores e promover o uso racional da água, gerando economia e uma consciência ambiental mais ativa na rotina de todos. Para te dar uma ajuda, o SíndicoNet preparou este Guia que, de maneira rápida e objetiva, acaba com dúvidas e informa sobre o consumo e a economia de água em condomínios.

Por quê falta água?

- A ONU estima que, nos próximos 25 anos, dois em cada três habitantes do planeta vão enfrentar problemas no abastecimento de água limpa.
- Principais causas: crescimento populacional, poluição das águas, desperdício na distribuição e no uso, e mudanças climáticas.
- Do total existente no planeta, 97,6% é salgada e apenas 2,4% é doce. Setenta e nove por cento da água doce se concentra em geleiras, outros 21% estão nos lençóis freáticos e 0,04% em rios e lagos. Esta conta já ajuda a derrubar a noção de que aquela água que consumimos em casa é o bem natural mais abundante da Natureza.
- 80% da água doce no país está na Amazônia, longe dos grandes centros.
- A poluição das águas está comprometendo não apenas o ecossistema, como também a utilização para consumo humano. No Estado de São Paulo, metade das bacias hidrográficas se encontram em situação `crítica` ou `de alerta` quanto ao grau de utilização - ou seja, no máximo 50 % do volume de água pode ser aproveitado. Este dado consta do Relatório de Situação dos Recursos Hídricos no Estado de São Paulo, produzido no ano passado pelo governo estadual.
- Falta de tratamento do esgoto: em São Paulo, estado mais rico do país, apenas um município - Itu - trata 100% de sua carga poluente. Em Recife (PE), apenas 17% da população tem saneamento básico.
- o Brasil desperdiça o dobro da média dos outros países, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Presidência da República,. Em 1999, a água perdida em tubulações envelhecidas ou desviada por ligações clandestinas chegou a 38% da oferta total. Na região norte esta perda chegou a 52%.

Fontes: Folha de São Paulo; Greenpeace

Campanha com Condôminos
Sistemas e intervenções de economia

Em relação à economia de água, a adoção de intervenções físicas no condomínio traz resultados muito mais palpáveis do que a recomendação de mudanças no procedimento dos condôminos. Abaixo, algumas sugestões que podem reduzir os gastos do seu edifício:

1)Vistoria periódica de todas as válvulas e torneiras.

- A principal medida para a economia de água é a vistoria periódica de todas as válvulas e torneiras do edifício. O síndico não deve esperar que essa intervenção parta da iniciativa dos condôminos individualmente.
- No ato da vistoria, o técnico identificará onde há problemas e se estes devem ser arcados pelo condomínio ou pelas unidades, individualmente. Se o problema for gerado pelo mau uso dos equipamentos, então é o condômino quem deve arcar com as despesas.
 
2) Redutores de vazão.
- Instalados em chuveiros e torneiras geram uma boa economia de água.
- Esses aparelhos podem ser sofisticados, como as torneiras automáticas ou com leitores fotoelétricos, ou simples, como redes de ferro que direcionam a água. Os gastos têm retorno garantido, segundo as fontes consultadas.

3) Aquecedores

- O aquecimento de água deve ser feito, se possível, diretamente nas saídas (torneiras e chuveiros), em vez de se utilizar um aparelho central. Isso porque, a cada vez que vai usar água quente, o morador precisa esperar que toda a água fria saia do encanamento. Isso gera um gasto desnecessário. 
- Se possível, recomenda-se que, ao menos, o aquecimento das torneiras das pias sejam elétricos, ou seja, instalados diretamente nas saídas.
 
4) Troca de vasos sanitários
- A troca de vasos sanitários pode significar economia. As bacias e válvulas mais antigas despejam entre 12 litros e 24 litros de água por descarga. Já os vasos com caixa acoplada diminuem esse volume para 6 litros.
- Há no mercado vasos sanitários "inteligentes". Há, na caixa acoplada, dois botões distintos que despejam 3 litros ou 6 litros de água, dependendo da necessidade do uso na descarga.
- O síndico pode convocar uma assembléia para aprovar a substituição de todos os vasos sanitários da área comum do edifício, e estimular a troca nas unidades.
- Algumas empresas financiam a troca dos vasos sanitários.

5) Individualização dos hidrômetros
- O custo do investimento na individualização dos hidrômetros vem caindo sistematicamente nos últimos anos. Vale a pena fazer um orçamento para o seu edifício e calcular em quanto tempo haverá um retorno do investimento.
- A vantagem do hidrômetro individual é que cada morador passa a pagar exatamente pela água que consome. No sistema tradicional, o condomínio rateia o gasto total de água entre os moradores. 

6) Reuso da água

- Algumas empresas aconselham a construção de reservatórios para armazenar a água das chuvas. Essa água seria usada para a limpeza e também para regar os jardins.
- O síndico deve avaliar se o investimento, relativamente alto, vale a pena diante do volume de água que é tradicionalmente utilizado para esses fins.

Campanha com funcionários

Faxina
Substituir o esguicho pela vassoura, na limpeza de pisos na área externa. O resultado é o mesmo. Para áreas internas, como hall e salão de festas, um pano umedecido em um balde com água e produto de limpeza é a melhor solução.

Jardim 
Regar no começo da manhã ou no final da tarde, momentos em que ocorre menor evaporação de água - portanto, evitando-se o desperdício. No inverno, regar em dias alternados e de preferência nos primeiros horários da manhã. Evitar a rega à noite, pois poderá provocar proliferação de fungos nas raízes.

Piscina 
Sem cobertura de proteção, exposta ao sol e à ação do vento, ela perde aproximadamente 3.785 litros/mês por evaporação - o suficiente para suprir as necessidades de água potável de uma família de 4 pessoas, para beber, por cerca de um ano e meio. Providencie uma cobertura para a piscina: isto reduzirá a perda em 90%. Fazer a retrolavagem mensal após a chuva (retirando a cobertura de proteção). A água eliminada pela retrolavagem é equilibrada pelo acréscimo das chuvas. Ao fazer a limpeza rotineira, não selecione "retrolavagem", mas "filtrar", para evitar desperdícios.

Hidrômetro 
Checar periodicamente o consumo de água do condomínio: definir o consumo médio por semana e procurar vazamentos quando há grandes alterações

Durante falta d'água 
Fechar o registro de entrada, para evitar que o ar que fica nos encanamentos seja marcado pelo hidrômetro como água consumida.

Fonte consultada: Sabesp

Hidrômetro: Como Ler

O primeiro passo é ler os 4 números pretos do seu hidrômetro. Veja na figura 1.
Neste exemplo o hidrômetro marca 3867. Depois de 30 dias ele marca 3877, conforme a figura 2.
Isso significa que o consumo foi de 10m3, pois temos 3877-3867=10m3, ou seja 10.000 litros.
Viu como é fácil?
Agora é só controlar seu hidrômetro.

Obs.: cada m3 equivale e 1.000 litros.

Saiba como calcular o consumo de água em sua casa:

- leia periodicamente o hidrômetro, anotando o número indicado no visor e a data.
- calcule seu consumo e sua projeção mensal pela diferença entre duas leituras.

- calcule seu consumo médio diário dividindo o consumo do período pelo número de dias correspondente.

Exemplo:
Leitura em 03.05 = 3867
Leitura em 02.06 = 3877
Leitura em 12.06 = 3883

 

No período de 03.05 a 02.06, seu consumo foi de 3877 – 3867 = 10m³. Como esse período tem 30 dias, seu consumo médio diário foi de 10:30 = 0,333m³/dia, ou seja, 333 litros por dia. Isso para exemplo de leitura mensal. No período de 02.06 a 12.06, seu consumo foi de 3883 - 387 = 6m³ para 10 dias, ou seja, 6:10 = 0,6m³/dia, ou 600 litros por dia, o que em uma projeção de 30 dias seria 18m³ (10 dias x 3 = 30 dias, então 6m³ x 3 = 18m³).

Vazamentos: Testes

Os testes abaixo, recomendados por várias companhias de distribuição de água, podem ser realizados periodicamente pelo zelador.

Na válvula ou na caixa de descarga 
1º Jogue cinza de incenso ou de cigarro no vaso sanitário; 
2º O normal é a cinza ficar depositada no fundo do vaso; 
3º Em caso contrário, é sinal de vazamento na válvula ou na caixa de descarga. 
Obs: Nas bacias cuja saída da descarga for para trás (direção da parede), deve-se fazer o teste esgotando-se a água. Se a bacia voltar a acumular água, há vazamento na válvula ou na caixa de descarga. 

Em reservatórios (cisternas) de edifícios 

1º Feche o registro de saída do reservatório do subsolo; 
2º Feche completamente a torneira da bóia; 
3º Marque no reservatório o nível da água e, após 1 hora, no mínimo, veja se ele baixou; 
4º Em caso afirmativo, há vazamento. 

No cano alimentado diretamente pela rede
 
1º Feche o registro do cavalete;
2º Abra uma torneira alimentada diretamente pela rede da companhia de água (torneira do jardim, por exemplo); 
3º Espere até a água parar de correr; 
4º Coloque um copo cheio de água na boca da torneira;
5º Se houver sucção da água do copo pela torneira, é sinal que existe vazamento no cano alimentado diretamente pela rede.

Água de chuva e reuso

A diminuição da água disponível, nos próximos anos, vai exigir que os condomínios, shopping centers e outros estabelecimentos adotem novos sistemas para otimizar o uso. Confira abaixo explicações sobre os dois sistemas que possivelmente serão os mais utilizados. 

Aproveitamento de chuvas 

- O que é: Coleta e armazenamento de água de chuva, para uso em lavagens de pisos e irrigação do jardim. 

- Como funciona:
A água de chuva, coletada pelas calhas no telhado do prédio, é armazenada em uma cisterna no térreo ou subsolo. Pode-se instalar um equipamento para filtrar esta água, se for necessário. Instala-se um sistema de recalque (bomba d'água + encanamento), para enviar a água para as torneiras do térreo e subsolo.

- Cuidados a tomar:
O telhado concentra grandes impurezas, principalmente quando há um longo período de escassez de chuva. Como opção, pode-se instalar um sistema de filtragem mecânica no reservatório. O reservatório também pode ser um risco para a saúde dos moradores e funcionários, caso não adote uma manutenção periódica de limpeza e conservação. A construção de um reservatório para a captação da água da chuva necessita de um sistema de recalque, deve ter um projeto de engenharia para que não desperte riscos de saúde e acidentes.

- Além de gerar economia de água, o sistema também contribui para diminuir o problema das enchentes.

- Na Europa, o sistema já é bastante usado em construções novas. 

- No Brasil, um caso de destaque é o do Shopping Aricanduva, em São Paulo (SP). A construção tem 62 mil m2 de telhado, e em uma chuva forte chega a captar 7 mil m3 de água.

- Também já existem postos de gasolina e escolas adotando o aproveitamento da água das chuvas, para lavagem de carros e para descarga nos banheiros.

- Em Florianópolis (SC) e São Paulo (SP), já há projetos de lei para tornar obrigatório o aproveitamento das águas de chuva em edifícios.

- Custo para o condomínio: cerca de R$ 6.000,00, incluindo equipamento e tanque de 3 mil litros. Não inclui instalação.

Reuso de água 

- Trata-se da implementação de uma pequena estação de tratamento de águas de uso "nobre" (banho e pias) para reutilização em fins "menos nobres", como descargas, lavagens de pisos e outros.

- No Brasil, o sistema está sendo bastante utilizado por indústrias, e começa a ser utilizado em novos condomínios.

- Na Índia, em função da escassez de água, alguns edifícios comerciais têm estações próprias de tratamento de esgoto, e reutilizam a água tratada para alimentar o ar-condicionado, economizando até 250 m3 por dia. 

- Em São Paulo (SP), está sendo implementado no Aeroporto de Cumbica um sistema para tratar a água usada na lavagem de aviões e hangares, e reutilizá-la nos banheiros.

Fontes consultadas: 

- Prof. Dr. Ivanildo Espanhol, do Departamento de Engenharia Hidráulica da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo). 
- Jack Sickerman (www.agua-de-chuva.com) 
- Folha de São Paulo 
- www.reusodeagua.hpg.com.br

Individualização de hidrômetros

O sistema de individualização de hidrômetros consiste na instalação de determinado tipo de equipamento capaz de medir individualmente o consumo de água de cada apartamento. 
Ou seja, o morador paga por aquilo que consumiu.

Sem esse sistema, a conta de água de todo o condomínio é calculada e entregue com um só montante. Esse método de cobrança não considera, por exemplo, que alguns apartamentos gastam mais ou menos água, logo, nem sempre é justo. Além disso, o condomínio, muitas vezes, acaba arcando com a conta dos inadimplentes, já que é obrigado a pagar o total e dele não é possível descontar a parcela de quem não pagou.

Os condomínios mais modernos já são construídos para que a cobrança aconteça de maneira individual.

Poços Artesianos

O que é um poço artesiano? 

- Mais profundo que os comuns, pode ter profundidade de 100 a 1.500 metros. Os poços comuns (também chamados cisternas ou cacimbas) dificilmente têm mais de 20 metros. 

- O artesiano tem vazão de água até mil vezes superior que o comum: 2 m3 (2 mil litros) em média. A vida útil fica por volta de 40 anos. 

- É perfurado com máquinas, por empresas especializadas. São necessários de 2 a 4 caminhões para a operação. 

- Para a perfuração, necessita-se de uma área de 7 metros de largura por 25 metros de comprimento. 

- O artesiano convencional não requer bombas, porque a água jorra. É revestido com tubos de aço, e requer um filtro especial. 

- Poços semi-artesianos: normalmente de profundidade menor que a do artesiano, não são jorrantes. Precisam de uma bomba para trazer a água. 

- É um investimento alto e de certo risco, já que em uma pequena porcentagem dos poços cavados não se encontra água. 

- Poços micro-artesianos: nome comercial para poços comuns (manuais) mais profundos, com até trinta metros. 


Por quê traz economia? 

- Deve-se pesar os custos no caso de se necessitar uma bomba d'água (produto, manutenção e energia elétrica), e os custos adicionais para as instalações hidráulicas que ligarão o poço à rede do condomínio. 

- O custo de perfuração de um poço artesiano é alto, mas a longo prazo barateia os custos com a água: o condomínio terá sua própria fonte, desvinculando-se parcialmente da companhia de fornecimento local. Se o poço suprir totalmente as necessidades, paga-se à companhia apenas a taxa de esgoto. 

- Uma outra vantagem é a garantia do abastecimento durante racionamentos de água em épocas de maior consumo, como o verão principalmente em grandes condomínios. Desse modo, minimiza-se a necessidade de contratar carros-pipa. 


Perigos e precauções 

- Existe uma probabilidade, embora pequena, de contratar uma empresa para perfurar o poço, e não encontrar água. Ainda assim, o condomínio terá de arcar com os custos da perfuração. Também há uma pequena possibilidade de o poço não ter um volume de água satisfatório. 

- Por outro lado, algumas das empresas perfuradoras desenvolvem contratos de risco: o solicitante só pagará pela água recebida. Caso não haja água no local, não perde nada. A empresa cobra pelo líquido fornecido, como se fosse uma companhia de água. Neste caso, o poço vale mais como uma garantia de abastecimento. 

- Para que a perfuração não abale a estrutura física do edifício, a empresa contratada deve realizar uma boa análise do terreno antes de perfurá-lo. O solo de calcário pode ceder, se retirada água de cavernas subterrâneas. 

- Em algumas áreas de Recife (PE) é proibida a perfuração. Em virtude da utilização excessiva das águas subterrâneas, há risco de esgotamento e salinização. 

- Em São Paulo (SP), já foram relatadas contaminações de lençóis freáticos, causadas por vazamentos em postos de gasolinas próximos. O controle constante da qualidade da água é necessário. 


Fontes:

- Arquivo SíndicoNet 
- Portal Tecto

Teste de vazamento (cartaz)

O consumo de água é uma das principais despesas de nosso condomínio. Com a intenção de eliminar o desperdício, sugerimos o teste abaixo nos vasos sanitários do seu apartamento. O procedimento é bastante simples, e recomendado por várias companhias brasileiras de abastecimento de água:

1º Jogue cinza de cigarro ou incenso no vaso sanitário; 

2º O normal é a cinza ficar depositada no fundo do vaso; 
3º Em caso contrário, é sinal de vazamento na válvula ou na caixa de descarga.

Obs: Nas bacias cuja saída da descarga for para trás (direção da parede), deve-se fazer o teste esgotando-se a água. Se a bacia voltar a acumular água, há vazamento na válvula ou na caixa de descarga.